O fotógrafo e ambientalista Mario Barila desembarca em Roraima, a partir de 12 de outubro, para mais uma etapa do Projeto Água Vida, iniciativa que utiliza a fotografia como instrumento de registro e conscientização sobre a preservação ambiental. Durante a passagem pelo estado, Barila irá percorrer diferentes territórios, registrar a fauna local e conhecer de perto iniciativas desenvolvidas por comunidades indígenas para a recuperação de áreas degradadas.
Um dos primeiros registros será dedicado aos cavalos selvagens que vivem em áreas rurais de Roraima. Esses animais são conhecidos como calaos- lavradeiros, uma das últimas populações de equinos Ferais do mundo, animais domésticos que voltaram ao estado selvagem. A intenção de Barila é fotografar esses animais e chamar atenção para uma realidade pouco conhecida, relacionada à presença e à preservação dos cavalos selvagens no estado.
Fotografia como registro e instrumento de transformação – A passagem de Barila por Roraima também terá como foco uma iniciativa diretamente ligada à recuperação ambiental. O Projeto Água Vida irá apoiar a Rede de Sementes da Serra da Lua, formada por coletores de sementes de diferentes etnias indígenas que atuam na coleta e no plantio de espécies destinadas à recuperação de áreas degradadas.

O fotógrafo visitou também uma comunidade de pescadores às margens do Rio Branco, na cidade de Caracaraí. Os pescadores estão preocupados com o avanço do garimpo ilegal e a contaminação das águas e dos peixes com o mercúrio. Eles já observam uma tendência das pessoas preferirem comprar peixes dos açudes de criação ao invés dos peixes dos rios.
A visita à Rede de Sementes da Serra da Lua
Os pescadores de Caracaraí
Os cavalos selvagens de Roraima.


